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Contando a história do Grande Prémio de Macau

Museu do Grande Prémio 1 
Museu do Grande Prémio 2 Museu do Grande Prémio 3 Museu do Grande Prémio 4 Museu do Grande Prémio 5 Museu do Grande Prémio 6 Museu do Grande Prémio 7

Homenagear os pilotos (…), contar a história de o que tem sido ao longo de quase meio século aquela prova automobilística, sem dúvida um dos principais cartazes do desporto motorizado a Oriente, tal é a função assumida pelo Museu do Grande Prémio. 

Homem Magazine, Janeiro de 1997

Perpetuando a memória da Corrida da Guia

O Museu do Grande Prémio 1 O Museu do Grande Prémio  2

Perpetuar a memória dos principais acontecimentos vividos na Corrida da Guia, talvez uma das mais importantes da Ásia, logo a seguir às provas de Fórmula 1 e de Fórmula Indy, foi sempre preocupação dos responsáveis pela organização do Grande Prémio de Macau. Os nomes que por ali passaram, entre eles alguns dos mais significativos do automobilismo mundial, como Ayrton Senna ou Michael Schumacher, «exigiam» isso dos responsáveis macaenses e, por isso, a ideia que fermentava nos espíritos acabou por ganhar forma quando o ano passado foi inaugurado o Museu do Grande Prémio (…).

Estão já em exposição alguns dos modelos que fizeram a história daquela prova ao longo dos anos. (…) Inaugurado a 18 de Novembro de 1993, portanto, aquando da disputa do 40ª Corrida da Guia. Estão em exposição alguns modelos bastante significativos, como o primeiro vencedor do grande Prémio de Macau, um Triunph TR2, o Elfin 600B, vencedor em 1974, com Teddy Yip (...), o carro guiado por Ayrton Senna, em 1983. 

Homem Magazine, Novembro de 1994

A Casa de Lou Kau

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Lou Lim Ioc (1878-1927) e Lou Kau (1848-1907)

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A Casa da Lou Kau fica situada na Travessa da Sé (próximo do Largo do Senado e da Catedral) e era uma das residências da família de Lou Wa Sio, conhecido por Lou Kao e, de acordo com os versos inscritos debaixo do beiral do pátio localizado à esquerda da porta principal, foi construída no 15.º ano da dinastia Qing, ou seja, em 1889. Foi edificada com tijolos de cor cinzenta, tem dois pisos e dois pátios interiores e é um dos poucos edifícios típicos chineses intactos ainda existentes em Macau, embora, também revele a mistura de culturas. É que, se se podem destacar as janelas com lâminas de concha de ostra, as talhas e o alto relevo em tijolo ou o friso decorativo, também se devem referir os elementos ocidentais presentes como o tecto falso, em madeira perfurada (muito comum noutros edifícios em Macau e, também, em igrejas), o vitral e o gradeamento de ferro.

A casa tem uma disposição simétrica e os pátios separam as três salas principais: a Sala da Entrada, a Sala de Chá e a Sala dos mais velhos, no piso térreo, o que revela a estrutura hierárquica tradicional das famílias chinesas, pois os espaços interiores eram privados, reservados aos membros mais velhos da família. Se as madeiras (biombos e arcos em talha, separadores das divisões) e os relevos decorativos nos prendem a atenção, a falta de mobiliário antigo nos deixa a pensar que o vazio que exibe se fica a dever à tragédia que se abateu sobre a família. 

Não se sabem muitas coisas mas o suficiente para nos deixar perturbados; Lou Kau, uma das pessoas mais influentes da sua época, suicidou-se, tendo votado a sua grande família ao desespero e à pobreza. Os motivos não se conhecem ao certo, mas julga-se que se podem prender com questões relacionadas com a proibição, em Hong Kong, de uma lotaria, também, com a ajuda a um seu amigo, mandarim de Cantão, refugiado em Macau por ser procurado pelas autoridades chinesas, e, ainda, com o apoio a revolucionários chineses, tentando que as autoridades portuguesas fechassem os olhos. Pode ter sido por uma destas razões ou por todas, a sua morte continua um mistério. O que se sabe é que Lou Kau era um comerciante abastado, tendo enriquecido com o jogo e o imobiliário - era conhecido como o «rei dos casinos» - e era um tu-cá-tu-lá com o Governador de Macau, sendo conselheiro no que tocava a assuntos da comunidade chinesa. Teve 10 mulheres, 10 filhas e 17 filhos e um deles, Lou Lim Ioc, destacou-se na política e no comércio (e veio a dar o nome ao Jardim mais bonito de Macau). A família era tão influente e respeitada que, quando faleceu, a bandeira esteve a meia-haste, o que sucedeu pela primeira vez por causa do falecimento de um cidadão chinês. Quero dizer: não foi bem assim; cidadão chinês e português, pois Lou Kau obteve, em 1888, a nacionalidade portuguesa, para si e para a maior parte dos seus descendentes, sem perder a de origem…

Este Edifício está inscrito na lista do Património Mundial da Unesco.


Além de poder ser visitado pelo seu interesse arquitectónico, este edifício alberga exposições temporárias e serve de palco a concertos da Orquestra Chinesa de Macau e, ainda, durante o Festival de Música de Macau.

O Museu do Grande Prémio de Macau

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O Grande Prémio de Macau é constituído por um conjunto de provas automobilísticas e de motas que tem lugar todos os anos no mês de Novembro. Iniciou-se em 1954 com o entusiasmo de um grupo de residentes de Macau - os portugueses Fernando de Macedo Pinto, Carlos da Silva e Paulo Antas - que tiveram a ideia de organizar uma espécie de ´rally paper´ com amigos, nas ruas estreitas da cidade e, solicitando ajuda na preparação do certame ao Motor Sports Club de Hong Kong, tiveram o apoio de Paul Detroit, na época de visita à cidade, a quem o circuito fazia lembrar o do Mónaco. 

Conta, assim, com mais de cinco décadas de história e sendo um certame desportivo de renome internacional, teve já a participação de vários grandes nomes do desporto e tem, também, servido de rampa de lançamento de muitos desportistas.


O Museu presta por isso, homenagem às figuras que muito contribuíram para o sucesso do Grande Prémio, nomeadamente Teddy Yip, Dodjie Laurel, Ayrton Senna, Michael Schumacher, Gerhard Berger, Robert Kubica, Patrese, Vettel e Lewis Hamilton, exibindo carros e motas que correram e venceram no Circuito da Guia, troféus, filmes e fotografias e, ainda, tem um simulador para quem quiser conhecer fortes emoções ...

a homenagem a André Couto e Rodolfo Ávila, pilotos de Macau


Conta, também com o Ford T, fabricado em 1915, que foi escolhido para fazer a inauguração do primeiro túnel entre as ilhas em Hong Kong e que participou em desfiles de carros clássicos e no Grande Prémio, nos anos 60, e com o Austin Princess, do Governador, usado desde 1961 na abertura oficial do Grande Prémio.


reprodução de algumas tiras de Banda Desenhada do herói Michelle Vaillant,
com a corrida em Macau, onde o circuito e a cidade estão desenhados com realismo, 
vendo-se, com destaque, o Hotel Lisboa 

Fica situado, tal como o Museu do Vinho, no Centro de Actividades Turísticas.