Mostrar mensagens com a etiqueta lugares de culto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lugares de culto. Mostrar todas as mensagens

Altar no Beco de S. Francisco


beco de S. Francisco
altar no Beco de S. Francisco


Ou Mun

Ou Mun que quer dizer?
Momento de amar?
Estrela para se ler
ou instante de criar?

Tu eras já esta rota
de navegante solitário,
como a vitória ou a derrota
de um menino emissário

del rei, do povo, da glória
de ser d´outro lado do mundo
e trazer na arca da história
o ideário mais profundo

que para quem desconhece
sendo ainda colonial
é muito mais do que parece
pois é apenas Portugal.

Josué da Silva em Pátria Decantada

Altar no Pátio da Agulha

pátio da agulha

Não ha povo em geral mais indifferente em materias de Religião do que é o povo chinez. Na China ha varias religiões: os mandarins e a gente a que chamam illustrada, ou que cursou as Universidades, seguem geralmente a Religião de Confúcio, ou Doutrina dos Letrados; Religião do Estado, e que parece se reduz a uma especie de homenagem que prestam ao seu primeiro philosopho, ao qual dedicam templos; mas as suas idéas verdadeiramente religiosas são muito obscuras para os Europeus: referem-se sempre á Rasão-Eterna, como principio creador e conservador. Dizem que o geral dos individuos desta classe são ou materialistas ou pantheistas.

A Religião mais seguida entre o povo é o Budhismo; mas dividido e sub-dividido em ritos diversos successivamente mais absurdos. Ha também bastantes mahometanos.

Em geral na China não ha enthusiasmo nem fanatismo nos sectarios de qualquer das Religiões alli conhecidas; os mesmos christãos são geralmente tibios.

Apontamentos d´uma viagem de Lisboa á China e da China a Lisboa, Carlos José Caldeira, 1852

Altar no Pátio do Ídolo

1 2
3
4 5
Altar no Pátio do Ídolo

Todos os cultos são tolerados, quando o governo os não julgue perigosos. (...). Os ultimos acontecimentos da provincia de ´Sz-tchuan´onde foram destruidas e saqueadas as missões catholicas, mostram bem que os letrados não nos dão treguas, e que bem precisados estão de que as nações europêas intervenham energicamente na China. (...)

A lucta das crenças, a lucta de religião, facil é aos missionarios, que vêem cair facilmente por terra as ridiculas superstições chinezas, onde a voz do christianismo se faz ouvir. (...) O que é preciso é que os governantes da Europa os apoiem pela força das armas (...).

As tres principaes religiões no celeste imperio são: A de Ýou-kiao, a ´doutrina dos letrados´, de que Confucio é considerado o patriarcha e principal reformador (...), orientou a sua reforma no sentido de manter e perpetuar os élos que ligavam ainda os pequenos estados, e de tal sorte que de futuro se não quebrassem facilmente. 

O confucionismo é uma religião essencialmente positiva (...), uma arte de bem viver, a de mandar e obedecer.

A religião ´Tao-ssé´ ou dos ´doutores da rasão´, que teve por fundador ´Lao-tsé´, contemporaneo de Confucio, é a religião menos conhecida dos europeus (...). Os seus sacerdotes, votados ao celibato, praticam a magia, a astrologia e outras superstições ridiculas, emquanto o seu chefe, escolhido por eleição, vive escondido nas montanhas chamadas do Dragão e do Tigre na provincia de ´Kiang-si´.

Ha ainda o budhismo, religião indiana e que (...) se chama na China a religião de ´Fo´. (...)

Duas seitas na China dividem o exercicio do culto, os lamas e os bonzos. Os primeiros submettidos á auctoridade civil e espiritual do gran-lama, vêem agglomerar-se em torno d´ elles a população da Mongolia e de algumas cidades do norte da China.

Os bonzos, que monopolisam o exercicio do culto buddhico na China (....) consideram-se independentes do soberano pontifice de Lhassa; são os protestantes do buddhismo.

Joaquim Callado Crespo em Cousas da China, costumes e crenças, 1898

O Templo de Tin Hau

4 
1 2 3 
5 6 
7 8
9 10 
11 12


Situado na Taipa, no Largo do Governador Tamagnini Barbosa, este templo foi construído em 1785, de acordo com as inscrições do sino que foi descoberto aquando a sua renovação de 1848. Esta renovação ficou a dever-se à protecção da Deusa a que é dedicado na luta contra os piratas que se tinham estabelecido na ilha, em 1833, onde muitos perderam a vida, pelo que se decidiu que o dinheiro de condolências enviado pelo imperador se deveria destinar ao seu restauro. Por isso, se refere no dístico na porta: “A graça do imperador é profunda como o mar, uma atmosfera boa é formada”.  

É o mais antigo templo da Taipa porque o sino regista que o «Templo de Tin Hau da Baia de Longtou foi construído no 50º ano de Qianlong». 

É dedicado a Tin Hau, a Imperatriz Celestial, que nasceu na província de Fujian, durante a dinastia Song, e morreu jovem, mas, na vida terrena ajudava os pescadores com os seus conhecimentos de medicina e de astronomia e se tornou a deusa padroeira dos mares, pelo que é uma divindade muito venerada pelos pescadores. 

O templo contém vários objectos antigos, distinguindo-se uma réplica de um barco-dragão. 

Está classificado como Monumento.

Os nossos navegantes adoptariam a palavra Tchina

31 travessa dos mercadores 1 travessa dos mercadores 
4 travessa dos mercadores 8 travessa dos mercadores 
10 travessa dos mercadores 14 travessa dos mercadores 
22 travessa dos mercadores 24 travessa dos mercadores 
27 travessa dos mercadores 26 travessa dos mercadores12 travessa dos mercadores
2 travessa dos mercadores 3 travessa dos mercadores 7 travessa dos mercadores 
9 travessa dos mercadores 25 travessa dos mercadores 29 travessa dos mercadores 
30 travessa dos mercadores 19 travessa dos mercadores
23 travessa dos mercadores 21 travessa dos mercadores 20 travessa dos mercadores 

6 travessa dos mercadores 15 travessa dos mercadores 16 travessa dos mercadores 
17 travessa dos mercadores 18 travessa dos mercadores 28 travessa dos mercadores 
Travessa dos Mercadores

13 travessa dos mercadores 11 travessa dos mercadores

Altar na Travessa dos Mercadores


A China, esse celebrado paiz a que seus habitantes dão, entre outros, o poetico nome de reino das flores, é mais geralmente conhecido na Europa, pelos de imperio celeste e reino do meio. (...) 

China (...) mas este nome, tão vulgar na Europa, é hoje inteiramente desconhecido n´aquelle imperio. Seus naturaes o appellidam, reino do meio ou nação central (tchum-kuo), celestial imperio (tien-tchao), reino das flores (tchum-hoa), e imperio que fica debaixo do céu (tien-hia); expressão equivalente á de orbis terrarum dos romanos, e mais usada pelos chins para designar o seu paiz (...) os nossos navegantes adoptariam a palavra Tchina, que passou para todos os povos europeus, modificanda segundo a indole dos seus respectivos idiomas. (...)

Illustração luso-brazileira, 1856. textos de J. Caldeira

Altar do Beco do Tarrafeiro

11. beco do tarrafeiro 
2 3
Altar no Beco do Tarrafeiro

A theogonia chineza, com as suas difficuldades e confusões, admitte em acção e presidindo sempre a qualquer acto, ou scena da vida, dois princípios, o yang e o yn; um activo, outro passivo; um dependente do céu, que tem ao seu dispor tudo quanto é nobre e masculo, e que é a força creadora, outro que é a materia inerte, plastica, principio femea, que domina a terra e as creações inferiores. Ti, o espirito do Céu, e Che, o espirito da terra, constituem pois de facto os dois deuses, que presidem a todas as producções. A antiga religião chineza não é, assim, senão um pantheismo extravagante, reconhecendo os deuses protectores do trovão, da chuva, do vento, das nuvens; espiritos protectores das sementes, das arvores, das flores; immortaes e independentes dos hings, ou santos, que foram os legisladores, os philosophos, os poetas, etc.

Esta religião do Celeste Imperio divide-se em duas partes, ou verdadeiras seitas religiosas: uma toda especulativa e falta de base espiritualista, prestando-se a todas as superstições e extravagancias, outra, puramente philosophica, e professando o respeito absoluto pela tradição e o horror ao progresso. Mais tarde é que veio a terceira, o budhismo, cujos principios abstractos deviam ter notavel importancia na China, e que ainda hoje ali se mantêem. (...)

Esta religião admitte duas divisões distinctas; uma tendo por fundador o patriarcha Lao-Tseu, a outra Confucio, ou Koung-Tseu. (...) 

Tao-te-king, ou o Livro da rasão suprema e da virtude, que foi a base da religião absurda que teve por sectarios os Tao-sse, que procuravam a magia e a immortalidade, sendo o patriarcha da seita, considerado o Deus supremo, ou Chang-ti, muitas vezes representado como Deus da longevidade, o veneravel Cheo- lau. (...)

O verdadeiro legislador do imperio do Meio, Confucio (...) prégava as suas maximas (...) que louvavam as manifestações da divindade em todos os phenomenos naturaes, como na successão das estações e na fecundação das terras, e outros muitos que perpetuavam a memoria dos bons imperadores, dos sabios philosophos, e dos bemfeitores da humanidade, e que consagravam os laços da familia, que prendiam o passado ao presente, que mantinham o culto dos antepassados, etc..

D´estas doutrinas, como effeito verdadeiramente inexplicavel, brotou uma iconographia singular e uma colecção de deuses, entre os quaes figura Confucio, sentado, ou de pé, com um rolo de manuscriptos, ou com o sceptro do bom agouro (...), o deus da guerra, com um grande ventre e com as faces rubras, brandindo a lança com ar ameaçador; a deusa dos talentos que esparge perolas; e muitas outras divindades.

Adolpho Loureiro em No Oriente, de Napoles à China, diario de viagem. 1896