
Iniciativa da Casa de Portugal em Macau e apoio do Consulado de Portugal e da Fundação Macau, ainda está patente nos jardins do Consulado a exposição de cerâmica ´Azulejos de Portugal, em torno do barroco´.
São painéis de Paulo Valentim e de seus alunos (da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau), trabalhos realizados segundo as técnicas tradicionais portuguesas.
Os painéis que chamam a nossa atenção, pelo colorido e grandes dimensões, são duas figuras. Uma portuguesa, outra chinesa; sendo a primeira muito característica nas entradas de edifícios nobres e a segunda, nas portas dos templos chineses, de que é protectora.
Parece que esta arte nasceu com os árabes. Al-zuleique é a palavra que deu origem ao azulejo, usado pelos muçulmanos durante a Idade Média e que, em Portugal, começaram a ser produzidos no final do século XV, vindo a tornar-se decoração privilegiada de espaços civis e sagrados - igrejas, com motivos religiosos e palácios e jardins, com motivos profanos, no Séc. XVII. Veio a ser utilizado como solução ao ´horror ao vazio´, tão característico do barroco, época em que se dá um aumento sem precedentes do seu fabrico, decorando internamente os edifícios e, também, as fachadas.
Os efeitos decorativos passam pelo uso de dois tons contrastantes de azul e, até, de várias cores (principalmente, o amarelo) e entram, no Séc. XVIII, nas casas da burguesia, tornando-se uma arte com características muito próprias.
Do Oriente, veio a inspiração de muitos dos temas, baseados em desenhos de tapetes, de tecidos e de loiça...
No dia da inauguração
Paulo Valentim e umas amigas



