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Mostra de azulejos portugueses


Iniciativa da Casa de Portugal em Macau e apoio do Consulado de Portugal e da Fundação Macau, ainda está patente nos jardins do Consulado a exposição de cerâmica ´Azulejos de Portugal, em torno do barroco´.

São painéis de Paulo Valentim e de seus alunos (da Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau), trabalhos realizados segundo as técnicas tradicionais portuguesas.

Os painéis que chamam a nossa atenção, pelo colorido e grandes dimensões, são duas figuras. Uma portuguesa, outra chinesa; sendo a primeira muito característica nas entradas de edifícios nobres e a segunda, nas portas dos templos chineses, de que é protectora.

Parece que esta arte nasceu com os árabes. Al-zuleique é a palavra que deu origem ao azulejo, usado pelos muçulmanos durante a Idade Média e que, em Portugal, começaram a ser produzidos no final do século XV, vindo a tornar-se decoração privilegiada de espaços civis e sagrados - igrejas, com motivos religiosos e palácios e jardins, com motivos profanos, no Séc. XVII. Veio a ser utilizado como solução ao ´horror ao vazio´, tão característico do barroco, época em que se dá um aumento sem precedentes do seu fabrico, decorando internamente os edifícios e, também, as fachadas.


Os efeitos decorativos passam pelo uso de dois tons contrastantes de azul e, até, de várias cores (principalmente, o amarelo) e entram, no Séc. XVIII, nas casas da burguesia, tornando-se uma arte com características muito próprias.



Do Oriente, veio a inspiração de muitos dos temas, baseados em desenhos de tapetes, de tecidos e de loiça...

No dia da inauguração

 Paulo Valentim e umas amigas

Festa nas Ruínas



O espectáculo integrado no XXII Festival de Artes de Macau designado por Encontros: Mapping Audiovisual das Ruínas de S. Paulo, foi repetido, felizmente.

As projecções criadas pela Telenoika.Net, de Espanha, deram vida às Ruínas de S. Paulo, o monumento incluído na Lista do Património Mundial da UNESCO. 

Com os empurrões e a dificuldade de ficar com os braços no ar, as imagens que captei deixam muito a desejar.   


Por isso, vale a pena ver o espectáculo retirado do Youtube, registado por Geochoi15. 


Chuva com pedras de enormes exércitos de anões ...



Nascido em Madrid, meio espanhol, meio francês, Charles Chauderlot começou ainda muito novo os seus estudos de pintura, e, apesar de se ter formado em Direito e em Ciências Políticas, o seu fascinante talento não foi posto de parte e, nunca deixando de desenhar, acabou por se dedicar somente à pintura, a partir de 1990. Antes de Macau, onde vive desde 2006, esteve em Pequim de 1997 a 2005, onde obteve, talvez, o maior reconhecimento. Expôs dez vezes as suas obras, deixando ao mundo memórias da cidade que se foi perdendo, a dos seus bairros antigos (hutong). Deu a conhecer, também, a Cidade Proibida. Foi e é o único estrangeiro que teve acesso a zonas vedadas ao público, obtendo uma autorização especial das autoridades chinesas que, reconhecendo o seu enorme talento, mostraram mais uma vez todo o seu apreço em grande, publicando um artigo de dez páginas sobre o seu trabalho artístico na revista oficial do Museu da Cidade Proibida, em 2005.


A sua técnica passa pelo uso de pincéis chineses, de caligrafia, e de tinta da china, revelando todos os seus desenhos extraordinários a preto e branco, o que é, como se sabe, muito mais difícil do que se utilizasse a cor. Em Macau, sempre poderá ser visitado no Museu de Arte, e, agora, na galeria do IACM, até 26 deste mês. E será uma sorte tamanha vê-lo por aí, a pintar, o que o faz horas e horas por dia, nos bairros de Macau que, como eu, considera que têm alma.

Tenho que confessar que os seus desenhos me emocionam tanto que até me deixam atordoada. E falei na sorte que é encontrá-lo porque é uma pessoa muito especial. Ouvi-lo faz do encontro um momento único e é como se uma chuva com pedras atiradas de catapultas de enormes exércitos de anões escondidos no céu me atingisse, como diria Álvaro de Campos, pelo assombro do encantamento de quem não parece ser deste mundo.

Cores Auspiciosas


60 xilogravuras do Ano Novo Chinês, expostas no Museu de Artes de Macau (de 28 de Janeiro a 24 de Abril de 2011), produzidas no final do século XX, a partir de impressões da Dinastia Qing e do período republicano, oferecidas pelo Professor Bo Songnian, um reputado investigador de história da arte da China e um dos maiores especialistas e coleccionador de gravuras de Ano Novo Chinês.




As gravuras são xilografias a cores e, também, a vermelho - a cor mais auspiciosa - com contorno e coloridas à mão, e, ainda, pintura Puhui (conhecida como pincelada livre popular). E o interesse, para além do estético, é saber-se que são realizadas com o objectivo de serem coladas nas portas, janelas, fogões ou como oferendas em papel, conhecidas por Cavalos Divinos.



Pode-se dizer que há vários temas: as Divindades Populares, os Animais Auspiciosos, as Crianças Oferecendo Presentes Auspiciosos, as Histórias da Ópera Chinesa e as Cenas do Quotidiano, e caracterizam-se pelas cores, pelas imagens simples com um significado, para além da estética.


A produção de xilogravura do Ano Novo Chinês remonta a tempos antigos, sendo realizada por artesãos nas vilas e aldeias, reflectindo os desejos, os pensamentos e os valores estéticos da população que acreditava nos seus poderes mágicos para combater os espíritos malignos. Mas, foram introduzindo motivos auspiciosos, por volta da Dinastia Song, no século X.

Estas decorações festivas, utilizadas para protecção e pedidos eram usadas durante o Ano Novo Chinês e noutras festividades, como durante o primeiro mês de vida de uma criança, nos casamentos ou para dar sorte nos exames imperiais. Mas, passaram a fazer parte do quotidiano, servindo para expressar, também, gratidão às divindades o que, ainda hoje, se verifica, sendo usadas nas portas e nas oferendas, em papel.

A gravação em cabaça


A gravação em cabaça é Património Cultural Imaterial da China. Tem origem na cidade de Liaocheng, na província de Shandong e tanto é plana como em relevo, sendo usados muitos padrões, incluindo personagens de ópera, mitológicos, flores, pássaros, cenas do quotidiano ...

As cabaças são gravadas como meros objectos de decoração ou para terem uso, pois podem ser utilizadas para vinho, para medicamentos ou para chá. 

Li Yucheng tem as suas gravações muito elogiadas e não só pelos seus desenhos detalhados, mas porque, além disso, introduz outras técnicas na gravação como a pirogravura, o entalhe, a incisão e usa muitas cores. É um artesão muito simpático, com um sorriso terno e ... toca flauta. Flautas feitas por si ... 

Li Yucheng na Casa de Lou Kao. Abril 2011

O Antigo Edifício da Caixa Escolar



O antigo Edifício da Caixa Escolarhoje denominado Pavilhão de Exposições e Espectáculos Artísticos para Jovens, situa-se na Praça do Tap Siac. É uma edificação de 1925, única em Macau por misturar a arquitectura neoclássica com outros estilos no que toca à sua decoração e é um Edifício Classificado

Sob a alçada dos Serviços de Educação e Juventude, destina-se, tal como o próprio nome indica, a desenvolver a criatividade dos jovens e a mostrar novos talentos no canto, dança, moda, teatro, cinema … 

O edifício tem dois pisos e uma área total de 275 metros quadrados, tendo a do rés-do-chão, cerca de 150 (sala de exposições) e no primeiro andar a sala de espectáculos.