Roteiro da cidade de Macau, 1950 - 1959
Fui apresentado a um dos mais ricos negociantes e banqueiros chins de Macau. Mandou immediatamente servir-me charutos de Manilla e chá, que se faz em cada chavena de porcellana, que tem pires, tambem de porcellana ou de zinco, furado, onde a chicara encaixa, sendo coberta com uma tampa da mesma porcelana. Deitam-se-lhe as folhas do chá e a agua a ferver, cobre-se a infusão por algum tempo, e toma-se depois esta bebida sem assucar. O chá que ali tomei era um pouco adstringente, como o nosso chá verde, mas com um aroma precioso. Serviram-me depois, para provar, um outro chá, de folha muito miuda e de um aroma e sabor finissimo e muito agradavel. Era o chá conhecido pela denominação de chá mandarim.
No Oriente, de Napoles á China (diario de viagem) de Adolpho Loureiro. 1896
Vae sendo frequente verem-se os chinas ricos de Macau, e até os negociantes remediados, fumando charutos das Philippinas. É da cortezia que, quando se vae visitar um china, este nos offereça uma chavena de chá e um bom manilla. Considera-se, todavia, de má educação, entrar ou sair de uma sala fumando.
Macau e os seus habitantes, relações com Timor de Bento da França, 1897
A cortesia exige que nas visitas de cerimónia, ainda que de familiares, o dono da casa ofereça aos seus hóspedes um cachimbo de tabaco ou um charuto. Considera-se, porém, uma grave falta de educação entrar ou sair de una sala com o cigarro na boca.
La vida en el celeste imperio (tradução livre) de Eduardo Toda. 1890

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