Não faltam ratos na China

Espectáculo de rua com ratos amestrados Espectáculo de rua com ratos amestrados 
Espectáculo de rua com ratos amestrados Espectáculo de rua com ratos amestrados
Espectáculo de rua com ratos amestrados, Pequim, (1933-1946) 
Hedda Morrison 

Não faltam ratos na China! As casas estão povoadas; desde o diminuto mus domesticus minimus, pequeno como um escaravelho, até ao mus giganteus, que pesa mais de três libras. 

Os chineses transformaram este animal num modelo de astúcia que os homens devem imitar. Chama-se Shu na sua língua, mas quando falam dele dizem-no com os caracteres Laoshu, ou seja, o venerável rato. Quando armam ratoeiras para apanhar este roedor, nunca pronunciam o seu nome, designando-o por o animal de quatro patas, pois dizem que, como é tão inteligente, se ouvisse que falavam dele não se deixaria caçar. Assim, quando querem gabar um homem prudente ou sensato até ao exagero dizem que é um rato velho.

La vida en el celeste imperio (tradução livre) de Eduardo Toda. 1890

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