Macau 1994, a China no horizonte e a memória portuguesa

Macau 1994
Macau 1994 Macau 1994 
Macau 1994 
Macau 1994 
Macau 1994
Macau 1994


Macau: uma porta que Portugal quer deixar bem aberta para a China. Um exemplo invulgar de transmissão de testemunho político e administrativo sem sobressaltos e salvaguardando a identidade de um povo e o seu desenvolvimento futuro. Macau é hoje uma legenda positiva na acção governativa portuguesa a nível do território, quer pelo surto de crescimento económico que ali se respira, quer igualmente pela forma como no plano de relações internacionais com a República Popular da China se conseguem conciliar interesses, sempre na perspectiva da defesa das gentes do território. (…)

Cidade de contrastes profundos, Macau apresenta-se aos visitantes numa primeira impressão magnífica para quem chega vindo de Hong Kong depois de atravessar o estuário do Rio das Pérolas. Um cenário de vida fervilhante esconde-se por detrás da barreira de arranha-céus, hotéis e casinos que bordejam a baía. Mas existe um pólo de atracção que o remete para o sentido profundo da história do território, considerado um «altar cívico» e «ex-libris» de Macau, as ruínas de S. Paulo constituem uma visão surpreendente. (…)

A memória da arte portuguesa contemporânea está desde já assegurada no território de Macau através da presença de obras de vários pintores e escultores incentivados à criação sob a inspiração que vem do Oriente. (…) A gigantesca concepção de 40 metros de altura da autoria de Charters d´Almeida, designada « A Porta do Entendimento» (…). conjunto escultóricos do mestre Lagoa Henriques, perto das ruínas de S. Paulo (...), o «Miradouro» de Dorita Castel-Branco na ilha da Taipa (...), Gracinda Candeias (…) a instalação «No Oriente do Oriente» (...), Celeste Maia (…) o Equilíbrio da sobrevivência (...). «Uma pintura cheia de encanto singular e precisão representativa» é como surge definida a forma como Chan Ka Son apresenta os seus retratos. 

Homem Magazine, Novembro de 1994

Sem comentários: