Todos os cultos são tolerados, quando o governo os não julgue perigosos. (...). Os ultimos acontecimentos da provincia de ´Sz-tchuan´onde foram destruidas e saqueadas as missões catholicas, mostram bem que os letrados não nos dão treguas, e que bem precisados estão de que as nações europêas intervenham energicamente na China. (...)
A lucta das crenças, a lucta de religião, facil é aos missionarios, que vêem cair facilmente por terra as ridiculas superstições chinezas, onde a voz do christianismo se faz ouvir. (...) O que é preciso é que os governantes da Europa os apoiem pela força das armas (...).
As tres principaes religiões no celeste imperio são: A de Ýou-kiao, a ´doutrina dos letrados´, de que Confucio é considerado o patriarcha e principal reformador (...), orientou a sua reforma no sentido de manter e perpetuar os élos que ligavam ainda os pequenos estados, e de tal sorte que de futuro se não quebrassem facilmente.
O confucionismo é uma religião essencialmente positiva (...), uma arte de bem viver, a de mandar e obedecer.
A religião ´Tao-ssé´ ou dos ´doutores da rasão´, que teve por fundador ´Lao-tsé´, contemporaneo de Confucio, é a religião menos conhecida dos europeus (...). Os seus sacerdotes, votados ao celibato, praticam a magia, a astrologia e outras superstições ridiculas, emquanto o seu chefe, escolhido por eleição, vive escondido nas montanhas chamadas do Dragão e do Tigre na provincia de ´Kiang-si´.
Ha ainda o budhismo, religião indiana e que (...) se chama na China a religião de ´Fo´. (...)
Duas seitas na China dividem o exercicio do culto, os lamas e os bonzos. Os primeiros submettidos á auctoridade civil e espiritual do gran-lama, vêem agglomerar-se em torno d´ elles a população da Mongolia e de algumas cidades do norte da China.
Os bonzos, que monopolisam o exercicio do culto buddhico na China (....) consideram-se independentes do soberano pontifice de Lhassa; são os protestantes do buddhismo.





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