
Macau pode proporcionar ao visitante, pela sua identidade cultural, muito do que procura e, essencialmente, por todas as heranças histórico-culturais que capta o interesse do chamado turismo urbano, mas, também, pelos eventos que organiza, que, claro está, são importantíssimos também para nós, residentes.
Como eventos habituais temos o Festival Internacional de Música de Macau, o Macau Fringe, o Festival de Artes, a Festa da Lusofonia, o Festival Internacional de Gastronomia ou o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau. Mas creio que de todos os eventos, o que mais projecta a imagem de Macau no mundo, é o seu Grande Prémio, o maior evento anual de carros de corrida da Ásia, realizado no Circuito da Guia e conhecido como um dos mais exigentes do mundo, pelo contraste das rectas longas e das suas curvas em cotovelo em pouco mais de 6 km.
Para se ter uma ideia do circuito, podemos ver o vídeo de Felipe Nasr, se bem que seja num simulador …
Eu, que não aprecio muito os desportos, porque não entendo muito bem essa coisa de querer competir com o outro e o prazer que disso retira quem retira, arrepio-me por considerar este desporto muito perigoso, assustador, até; e por isso, menos compreendo a alegria dos espectadores de cada vez que um acidente acontece e como tanta gente prefere ver as corridas na bancada do Hotel Lisboa, onde os despistes são esperados e, infelizmente, têm lugar. Feita parva, grito, como se pudesse evitar o que acaba de acontecer e fico envergonhada por não controlar estes ímpetos, mas nunca sou capaz de ir com o pãozinho na mão molhá-lo no sangue dos outros...
Também sem me controlar, deixei cair umas lágrimas pelo piloto japonês, inconsolável, depois de sair de prova, com tantos sonhos perdidos! Nem todos têm a sorte de terem uma vida desafogada como o inesquecível e divertido James Hunt, o do famoso autocolante que dizia Sex, the breakfast of Champions, o que se gabava de ter mais mulheres no Paddock do que combustível, o que levava o seu cão a jantar em restaurantes de luxo, que, para além da ajuda da família, tinha o apoio do seu amigo barão para as suas excentricidades e para se manter na ribalta e em pista. Neste desporto caro, os percursos de vida e profissionais da maioria assemelham-se mais aos de Lauda no início de carreira, arruinado por perseguir um sonho, ou aos de Fernando Alonso, que, com tanto sacrifício da família, conseguiu realizar a sua ambição com um apoio que apareceu em cima da hora, milagroso. O talento no desporto motorizado não basta e por isso, vemos fecharem-se as portas a muitos pilotos que mereciam fazer carreira e que vão sendo substituídos por outros, dos chamados países emergentes e grandemente patrocinadores, havendo quem diga que é como se pertencessem a outro campeonato, o que acontece, principalmente, na fórmula 1.
Todos gostamos de heróis e por isso, não me junto às vozes que, em Macau, discutiam as notícias sobre os subsídios atribuídos aos pilotos locais, não concordando com o apoio concedido ou com o seu valor ou com os protestos que estes fizeram chegar aos jornais como se fossem ingratos ou gostassem de fazer birras. Talvez não tenham toda a razão; talvez tenham parte dela ou, até, nenhuma, mas é gente com garra, destemida e que pretende subir ao pódio e dar alegria aos apoiantes e aos espectadores de cá. Um acidente, muitas das vezes, pode acontecer a quem não é descuidado ou desajeitado, mas por culpa dos outros, e pode mudar o rumo à história, sem mais.
Todos gostamos de heróis e por isso, não me junto às vozes que, em Macau, discutiam as notícias sobre os subsídios atribuídos aos pilotos locais, não concordando com o apoio concedido ou com o seu valor ou com os protestos que estes fizeram chegar aos jornais como se fossem ingratos ou gostassem de fazer birras. Talvez não tenham toda a razão; talvez tenham parte dela ou, até, nenhuma, mas é gente com garra, destemida e que pretende subir ao pódio e dar alegria aos apoiantes e aos espectadores de cá. Um acidente, muitas das vezes, pode acontecer a quem não é descuidado ou desajeitado, mas por culpa dos outros, e pode mudar o rumo à história, sem mais.
Mas, o Grande Prémio é um grande acontecimento. Na pista, nas bancadas, no Paddock, no Edifício da comissão organizadora é sempre uma festa…



Tiago Monteiro


Edoardo Mortara
Medhi Bennani

Filipe de Souza

Felipe Nasr

Diana de Souza
para mim, uma heroína por ser a única mulher nas corridas



Rodolfo Ávila

Carlos Ávila, o pai de Rodolfo,
e a ansiedade antes da corrida ...

as divertidas pinturas de alguns dos carros...


Alexander Sims








O D. José da Costa Nunes no Grande Prémio




Jerónimo Badaroco




















Keith Vong









André Couto










Aqui ficam algumas imagens e a referência a um dossier do Jornal Hoje Macau, muito completo, sobre o evento - http://hojemacau.com.mo/?cat=1052
Jornal que publicou isto, assim: Salvou-se Ávila, não subiu ao pódio, mas ficar atrás de Mortara, Sawa e Watts também não é vergonha para ninguém, tendo o jovem piloto de GT’s sabido gerir e tirar ao máximo a sua posição dentro do cenário em que estava enquadrado.
E digo isto porque, para Portugal, o Rodolfo não é um compatriota: O fim de semana não foi favorável aos portugueses no Grande Prémio de Macau. Tiago Monteiro, André Couto e António Félix da Costa foram infelizes na competição que levou 65 mil pessoas ao circuito da Guia ao longo de quatro dias. Esta notícia, dada aqui http://www.rtp.pt/noticias/?t=Portugueses-infelizes-no-Grande-Premio-de-Macau.rtp&article=501532&visual=16&layout=55&tm=43 espalhou-se...
Por fim, os belíssimos vídeos de Sérgio Perez:
http://vimeo.com/32504450
http://vimeo.com/32508174
Por fim, os belíssimos vídeos de Sérgio Perez:
http://vimeo.com/32504450
http://vimeo.com/32508174

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