Cores Auspiciosas


60 xilogravuras do Ano Novo Chinês, expostas no Museu de Artes de Macau (de 28 de Janeiro a 24 de Abril de 2011), produzidas no final do século XX, a partir de impressões da Dinastia Qing e do período republicano, oferecidas pelo Professor Bo Songnian, um reputado investigador de história da arte da China e um dos maiores especialistas e coleccionador de gravuras de Ano Novo Chinês.




As gravuras são xilografias a cores e, também, a vermelho - a cor mais auspiciosa - com contorno e coloridas à mão, e, ainda, pintura Puhui (conhecida como pincelada livre popular). E o interesse, para além do estético, é saber-se que são realizadas com o objectivo de serem coladas nas portas, janelas, fogões ou como oferendas em papel, conhecidas por Cavalos Divinos.



Pode-se dizer que há vários temas: as Divindades Populares, os Animais Auspiciosos, as Crianças Oferecendo Presentes Auspiciosos, as Histórias da Ópera Chinesa e as Cenas do Quotidiano, e caracterizam-se pelas cores, pelas imagens simples com um significado, para além da estética.


A produção de xilogravura do Ano Novo Chinês remonta a tempos antigos, sendo realizada por artesãos nas vilas e aldeias, reflectindo os desejos, os pensamentos e os valores estéticos da população que acreditava nos seus poderes mágicos para combater os espíritos malignos. Mas, foram introduzindo motivos auspiciosos, por volta da Dinastia Song, no século X.

Estas decorações festivas, utilizadas para protecção e pedidos eram usadas durante o Ano Novo Chinês e noutras festividades, como durante o primeiro mês de vida de uma criança, nos casamentos ou para dar sorte nos exames imperiais. Mas, passaram a fazer parte do quotidiano, servindo para expressar, também, gratidão às divindades o que, ainda hoje, se verifica, sendo usadas nas portas e nas oferendas, em papel.

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